historico:2014:ensaios:santana
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historico:2014:ensaios:santana [2014/10/21 01:50] – erika.ms | historico:2014:ensaios:santana [2022/11/24 14:12] (atual) – edição externa 127.0.0.1 | ||
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+ | ====== Dados aos modelos ou modelos aos dados? Vantagens e exemplos do uso da inferência por verossimilhança em análises de dados ecológicos ====== | ||
+ | == Erika Marques de Santana == | ||
+ | * Doutoranda em Ecologia, Instituto de Biociências, | ||
+ | * erika.ms@gmail.com | ||
+ | Inferência estatística é a forma que usamos para relacionar o que é observado nos sistemas naturais à teoria científica. Consiste na elaboração de hipóteses científicas testáveis, com base no conhecimento científico existente, e por meio delas construir modelos (ou hipóteses) estatísticos comparáveis com diferentes propriedades explanatórias de como o sistema funciona (Lewin-Koh et. al, 2004). As propriedades dos modelos estatísticos, | ||
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+ | A inferência frequentista é a abordagem estatística clássica, mais comumente utilizada para testar hipóteses. Nessa abordagem, a distribuição de probabilidades dos dados amostrais é definida a priori, de forma que o teste parte da premissa de que os dados possuem determinada distribuição probabilística, | ||
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+ | Uma abordagem proposta inicialmente por Fisher (1921) que vem sendo amplamente utilizada atualmente é a inferência estatística com base na verossimilhança. Ela se baseia no Principio da Verossimilhança, | ||
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+ | Mas como funciona a inferência baseada na verossimilhança? | ||
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+ | Diferente do que ocorre na inferência frequentista, | ||
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+ | A plasticidade na elaboração de modelos por verossimilhança e as ferramentas computacionais existentes atualmente abriu precedentes para que a inferência por verossimilhança fosse utilizada nas mais diversas áreas de estudos biológicos (Bolker, 2008). Como exemplos da utilização da inferência por máxima verossimilhança, | ||
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+ | Em um dos capítulos do meu doutorado, pretendo avaliar se a reprodução terrestre reduz o risco de competição espermática e, consequentemente, | ||
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+ | Como relatado acima, a inferência por verossimilhança vem ganhando cada vez mais espaço nas ciências biológicas e seu uso tende a se tornar cada vez mais comum. Dado o desenvolvimento de ferramentas computacionais poderosas, é esperado o desenvolvimento e uso de modelos cada vez mais complexos. Dessa forma, o entendimento da lógica e do funcionamento dos modelos estatísticos torna-se imprescindível na formação acadêmica de um bom pesquisador. | ||
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+ | ===== Referências bibliográficas ===== | ||
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+ | Batista, J.L.F. 2009. Verossimilhança e Máxima Verossimilhança. Centro de Métodos Quantitativos, | ||
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+ | Bolker, B.M. 2008 Ecological Models and Data in R Princeton: Princeton University Press. | ||
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+ | Fisher , R. A. 1921. On the probable error of a coefficient of correlation deduced from a small sample. Metron, vol. 1, p. 1-32. | ||
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+ | Gotelli, N.J. & Ellison, A.M. 2011. Princípios de Estatística Em Ecologia Editora Artmed. | ||
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+ | Herben, T.; Rydlová, V; Fér, T.; Suda, J.; Münzbergová, | ||
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+ | Hobbs, N.T. & Hilborn, R. 2006. Alternatives to statistical hypothesis testing in ecology: A guide to self-teaching. Ecological Applications, | ||
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+ | Lewin-Koh N.; Taper, M.L.; Lele, S. R. 2004. A brief tour of statistical concepts. In: The nature of scientific evidence (eds. ML Taper and SR Lele), University of Chicago Press, p 3 -16. | ||
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+ | Madelaire, C.B.; Silva, | ||
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+ | Martins, E.P. & Hansen T.F. 1997. Phylogenies and the comparative method: a general approach to incorporating phylogenetic information into the analysis of interspecific data. The American Naturalist, vol. 149, n. 4, p. 646-667. | ||
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+ | McEwen J.R. & Vamosi, J.C. 2010. Floral colour versus phylogeny in structuring subalpine flowering communities. Proceedings of The Royal Society - Biological Sciences, vol. 501, May, p. 1-10. | ||
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+ | R Core Team, 2014. . R: A language and environment for statistical computing. R Foundation for Statistical Computing, Vienna, Austria. ISBN 3-900051-07-0, | ||
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+ | Ramm, S.A. 2007. Sexual selection and genital evolution in mammals: a phylogenetic analysis of baculum length. The American Naturalist, vol. 169, n. 3, p. 360-369 | ||
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+ | =====Citação===== | ||
+ | Este ensaio é um produto de disciplina da pós-graduação da Universidade de São Paulo. Para citá-lo: | ||
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+ | Santana, E.M. 2014. Título do Ensaio. In: Prado , P.I & Batista, J.L.F. Modelagem Estatística para Ecologia e Recursos Naturais. Universidade de São Paulo. url: http:// |