historico:2014:ensaios:arikawa
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historico:2014:ensaios:arikawa [2014/10/24 17:24] – eimi.arikawa | historico:2014:ensaios:arikawa [2022/11/24 14:12] (atual) – edição externa 127.0.0.1 | ||
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+ | ====== Regeneração Natural em Diferentes Densidade de Plantio de Pinus ====== | ||
+ | === Eimi Arikawa === | ||
+ | *Engenheira Florestal, mestranda no Programa de Pós Graduação em Recursos Florestais - ESALQ/USP | ||
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+ | * eimi_wa@hotmail.com | ||
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+ | Estudos sobre a regeneração natural sob plantações florestais têm sido vastamente estudados no mundo e no Brasil, principalmente na Região Sudoeste, nos Estados de Minas Gerais e São Paulo. Plantios comerciais podem funcionar como redutos de biodiversidade para alguns grupos de seres vivos, contradizendo a ideia de que estes plantios são “desertos verdes” (Viano et al., 2010) (Coelho e Castellani, 1998). | ||
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+ | Inicialmente o plantio de //P. elliottii// Engelm. favorece a regeneração natural (Modna et al., 2010), fornecendo condições favoráveis para que outras espécies se estabeleçam, | ||
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+ | Neste contexto o objetivo de meu trabalho de conclusão de curso foi identificar fatores ambientais que influenciam na regeneração natural sob plantio de //Pinus elliottii// Engelm. em diferentes densidades de plantio, que variou de 140 ind/ha até 320 ind/ha. Medições das árvores plantadas foram tomadas a fim de verificar se a regeneração influenciava no crescimento do pinus, e vice-versa. | ||
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+ | Outros dados, como luminosidade, | ||
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+ | ===== Análise usada ===== | ||
+ | Os dados das parcelas foram separados em duas classes de densidade de pinus,uma de densidade 140 ind/ha a 180 ind/ha (A), e a outra de 220 ind/ha a 320 ind/ha (B). As análises tinham como objetivo verificar se havia diferença entre essas duas classes. Para isto foram calculados os índices de Shannon-Wiener e Índice de Importância, | ||
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+ | |Análise | ||
+ | ^ Número de indivíduos | ||
+ | ^ Número de espécies | ||
+ | ^ Número de famílias | ||
+ | ^ Índice de Shannon-Wiener| | ||
+ | ^ Equabilidade | ||
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+ | Neste cenário, foram consideradas duas hipóteses, H0 onde não há diferença entre as classes e H1, a qual diz que há diferença entre elas. Assim, seria possível verificar se o fator em questão (densidade de árvores plantadas, luminosidade, | ||
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+ | ===== A inferência por Verossimilhança ===== | ||
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+ | Na inferência por verossimilhança é possível ajustar um modelo matemático aos seus dados, ou seja, traduzir sua hipótese em um modelo matemático, | ||
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+ | As funções matemáticas usadas nesta metodologia são funções de densidade probabilística, | ||
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+ | Depois que os modelos são propostos, o objetivo é obter a estimativa de máxima verossimilhança dos parâmetros, | ||
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+ | Quando há mais de dois modelos e deseja-se comparar todos de uma só vez, é possível fazer a seleção de modelos baseado no critério de informação, | ||
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+ | AIC = -2L + 2K | ||
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+ | A log-verossimilhança negativa é usada para facilitar a matemática e visualizar melhor a função em um gráfico. | ||
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+ | É importante reforçar que o AIC é uma ferramenta muito útil para selecionar o melhor modelo dentre os propostos pelo pesquisador, | ||
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+ | ===== Vantagens da inferência por Verossimilhança ===== | ||
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+ | Os modelos candidatos são comparados entre si, podendo o modelo da hipótese nula estar entre eles, tirando as limitações sobre comparações em que a significância é medida contra uma probabilidade arbitrária preestabelecida. | ||
+ | Os modelos podem ser rankeados e a cada um pode ser atribuído um peso, sendo possível quantificar o quanto um modelo é melhor do que o outro. Além disto, se houver modelos igualmente bons, é possível penalizar modelos que possuem muitos parâmetros. | ||
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+ | Esta metodologia é mais adequada para a análise dos dados de regeneração natural sob plantios de pinus pois será possível modelar funções de ajustem aos dados, considerando as interferências de fatores que não foram considerados ao coletar os dados, e assim analisar a interação entre a expressão da regeneração e as árvores de pinus. Portanto, será possível verificar se a regeneração é favorecida pelas condições que os plantios oferecem e se a densidade de plantio de pinus interfere na intensidade da regeneração natural. | ||
+ | ===== Referências bibliográficas ===== | ||
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+ | Coelho, R. A. K.; Castellani, T. T. Regeneração de espécies nativas em áreas de plantio de Pinus elliottii, Florianópolis, | ||
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+ | Bolker, B.M. 2008 Ecological Models and Data in R Princeton: Princeton University Press. | ||
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+ | Burnham, K.P.; Anderson, D.R. Kullback-Leibler information as a basis for strong inference in ecological studies. Wildlife Research, v.28, p.111-119, 2001. | ||
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+ | Durigan, G.; Contieri, W. A., Melo; A. C. G., Garrido, M. A. O. Regeneração da Mata Ciliar sob plantio de Pinus elliottiivar elliottiiem diferentes densidades. Pesquisas em Conservação e Recuperação Ambiental no Oeste Paulista. Instituto Florestal, São Paulo, p. 363-376, 2004. | ||
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+ | Johnson, J.B.; Omland, K.S. Model in ecology and evolution. In: TRENDS in Ecology and Evolution, Vol.19, No.2, 2004. | ||
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+ | Lewin-Koh N., Taper, M. L. & Lele, S. R. A brief tour of statistical concepts. In: The nature of scientific evidence (eds. ML Taper and SR Lele), University of Chicago Press, pp 3 -16, 2004. | ||
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+ | Modna, D.; Durigan, G.; Vidal, M.V.C. | ||
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+ | Royall, R. M. (2007) The likelihood paradigm for statistical evidence. In: The nature of scientific evidence (eds. ML Taper and SR Lele), University of Chicago Press, pp 119–152. | ||
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+ | Viani, R. A. G.; Durigan, G.; Melo, A. C. G. A regeneração natural sob plantações florestais: Desertos verdes ou redutos de biodiversidade? | ||
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